"Não joga fora o rolinho! Eu preciso dele para a minha pista de bolinha!"
Rolinhos de papelão do papel-toalha e do papel de presente se acumulam em toda casa. Em vez de mandar direto para a reciclagem, guarde uma caixa deles. São leves, firmes e fáceis de cortar e colar, um ótimo material gratuito para construir, observar e experimentar. Muitas brincadeiras têm a ver com espaço: onde as coisas estão, como se encaixam e para onde vai uma bolinha rolando.
O que você precisa
- Rolinhos de papelão de vários comprimentos. Os de papel-toalha e de papel de presente são mais limpos e compridos que os pequenos.
- Fita crepe, que sai mais fácil da parede.
- Tesoura sem ponta, com um adulto para cortar fendas.
- Uma bolinha que passe pelos rolinhos: bola de pingue-pongue, pompom ou, para os maiores, bolinha de gude. Bolinhas de gude podem engasgar crianças pequenas, então guarde para quem já não leva coisas à boca.
Binóculos e lunetas
Cole dois rolinhos lado a lado para fazer binóculos, ou use um só como luneta.
- Brinquem de "estou vendo uma coisa…" pelos rolinhos: "Estou vendo uma coisa redonda e vermelha." Olhar pelo rolinho estreita a visão, então a criança precisa se mexer e procurar.
- Descrevam posições: "Está em cima da janela, à esquerda do relógio."
- Troquem os papéis: a criança acha algo pelo rolinho e dá pistas para você encontrar.
Torres e estruturas
- Qual a altura de uma torre de rolinhos em pé? Fica mais firme com dois embaixo e um em cima?
- Cortem fendas curtas nas pontas para encaixar um rolinho no outro, e construam uma armação, uma ponte ou uma casa.
- Deitem rolinhos lado a lado como uma jangada ou uma cerca. Quantos são precisos para atravessar a mesa?
Cada desabamento é uma chance de perguntar: "Onde estava fraco? O que poderia segurar?"
Pistas de bolinha
Colem rolinhos numa parede, numa caixa grande ou atrás de uma porta para fazer uma pista para a bolinha. Alguns podem ficar inteiros, outros cortados ao meio no comprido, como calhas abertas.
- Comecem com um rolinho inclinado. Joguem a bolinha por cima. Por onde ela vai sair?
- Acrescentem um segundo rolinho que pegue a bolinha e a mande para o outro lado, e depois um terceiro.
- Antes de cada lançamento, peça um palpite: a bolinha chega ao fim? Onde ela pode emperrar?
Montar uma pista é imaginar o caminho da bolinha antes de ela se mexer, um lindo exercício de planejamento espacial.
Até onde ela rola?
Apoie um rolinho inclinado numa mesa ou no chão, deixe a bolinha sair rolando e marque onde ela para.
- Meçam a distância com régua, fita métrica ou passos.
- Deixem mais inclinado. A bolinha vai mais longe? Deixem menos inclinado e testem de novo.
- Mudem uma coisa só de cada vez: a inclinação, a bolinha ou o chão. É assim que os cientistas testam ideias.
Rolinhos em ordem
Cortem rolinhos de comprimentos diferentes. Enfileirem do mais curto ao mais comprido, ou coloquem em pé como uma escadinha. Depois pergunte: "Quantos rolinhos curtos dão um comprido?"
| Idade aproximada | O que experimentar |
|---|---|
| 3–4 | Olhar pelo rolinho; empilhar dois ou três rolinhos; fazer um pompom rolar por dentro |
| 5–6 | Binóculos e "estou vendo"; torres; uma rampa só com bola de pingue-pongue |
| 7–8 | Pistas com três rolinhos ou mais; prever por onde a bolinha sai; medir até onde ela rola |
| 9 em diante | Mudar a inclinação e anotar resultados; pontes e armações com rolinhos encaixados; desenhar a pista no papel antes |
As idades são só uma referência, e cada criança é diferente.
No Dologi, os quebra-cabeças "Regue a flor" do tema Espaço pedem que a criança gire canos para a água ir do tanque até o vaso. Como numa pista de bolinha, cada peça precisa se alinhar com a anterior.
Resumindo
- Guarde uma caixa de rolinhos de papelão: são grátis, leves e fáceis de cortar e colar.
- Binóculos e "estou vendo" transformam observar e descrever posições numa brincadeira.
- Torres, armações e pistas treinam a imaginar como as peças se encaixam e para onde a bolinha vai.
- Medir até onde a bolinha rola é uma primeira experiência: mudem uma coisa só de cada vez.
Leia também: Quantos usos tem uma caixa de papelão? Um desafio para pensar diferente
