Montar leva dez minutos. A queda dura três segundos. E, assim que a última peça cai, a criança quer montar de novo.
Uma fila de dominós parece um brinquedo simples, mas pede bastante: espaços regulares, um caminho que funcione, uma estimativa de quantas peças são necessárias e a paciência de continuar depois que um cotovelo derrubou tudo.
O que é preciso
- De vinte a trinta peças de dominó, ou mais. Blocos de montar achatados também servem.
- Um chão ou uma mesa duros e planos. No tapete as peças balançam.
Achar o espaço certo
Comece com um experimento de apenas duas peças.
- Coloque as duas bem afastadas e empurre a primeira. Ela cai deitada sem tocar na segunda.
- Coloque as duas bem juntinhas. É difícil posicionar, e a primeira só se encosta na segunda.
- Tente um espaço de mais ou menos metade da altura de uma peça. A primeira cai e derruba a segunda direitinho.
Agora faça o espaço ser sempre o mesmo. Uma peça sobrando, deitada de lado, ou dois dedos servem de medida. Teste com cinco peças antes de montar uma fila longa.
Fazer uma curva
Em uma curva, cada peça precisa girar um pouco mais que a anterior, como na imagem de capa. Cada peça deve continuar quase de frente para a seguinte.
Cantos fechados falham, porque a peça que cai passa direto ao lado da vizinha. Deixe mesmo assim a criança montar um canto fechado, empurrar e ver onde a queda para. Depois pergunte o que poderia ajudar. As descobertas mais comuns são mais peças, giros menores e espaços um pouco menores.
Vãos de segurança
O momento mais doloroso de montar dominós é o acidente na peça quarenta que leva a fila inteira junto.
Quem monta tem um truque para isso. A cada dez peças, mais ou menos, deixe duas de fora. Se algo der errado, só um trecho cai. Quando todo o resto estiver pronto, preencha os vãos e só então empurre.
Isso é planejar os erros antes que aconteçam, e as crianças entendem na hora depois de terem perdido uma fila longa.
Os números de uma fila
- Contar de dez em dez. Com um vão de segurança a cada dez peças, fica fácil contar a fila: 10, 20, 30.
- Estimar. Suponha que dez peças formem uma fila do comprimento de uma régua.
| Peças | Comprimento da fila |
|---|---|
| 10 | 1 régua |
| 20 | 2 réguas |
| 30 | 3 réguas |
| ? | 5 réguas |
- Prever. "A porta fica a seis réguas daqui. Temos peças suficientes para chegar lá?" Deem um palpite, façam a conta e depois montem para conferir.
Cinco desafios
| Desafio | O que acrescenta |
|---|---|
| Uma fila com uma curva | Girar as peças aos poucos |
| Um formato de S | Duas curvas em sentidos opostos |
| Contornar o pé de uma mesa e voltar | Planejar o caminho antes de montar |
| Uma bifurcação: uma peça derruba duas filas | Posicionar duas peças de modo que uma só acerte as duas |
| Uma chegada: a última peça toca um sininho ou derruba uma bola de cima de um bloco | Apontar o fim da fila para um alvo |
| Idade aproximada | O que experimentar |
|---|---|
| 4–5 | Uma fila reta de cinco a dez peças com uma medida; empurrar e assistir |
| 6–7 | Vinte peças com uma curva; vãos de segurança; contar de dez em dez |
| 8–9 | Um formato de S e uma bifurcação; estimar quantas peças uma distância pede |
| A partir de 10 | Desenhar o caminho no papel primeiro; uma fila com chegada; cronometrar a queda |
As idades são só uma referência, e cada criança é diferente.
No Dologi, os desafios "Regue a flor" do tema Espaço pedem que a criança gire canos para a água ir da caixa d'água até o vaso de flor. Como em uma fila de dominós, a corrente só funciona se cada peça se encaixar com a anterior.
Resumindo
- Um espaço de mais ou menos metade da altura da peça, mantido com uma medida, deixa a queda confiável.
- Em uma curva cada peça gira só um pouco, e cantos fechados pedem mais peças.
- Vãos de segurança a cada dez peças, preenchidos por último, mantêm o acidente pequeno.
- A fila ainda oferece contar de dez em dez e estimar quantas peças uma distância pede.
Leia também: O efeito dominó: como ensinar causa e efeito para a criança
