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Testar, ver o que deu errado, consertar: o jeito de pensar de quem constrói, para crianças

À esquerda, um monte de blocos caídos de uma primeira tentativa; no meio, uma seta curva; à direita, uma torre de blocos alta e firme com telhado triangular e um sinal de certo ao lado.

A criança monta uma torre de copos de papel. Ela balança, inclina e desaba. "Não dá certo!" Depois de uma pausa: "E se eu colocar os grandes embaixo?" Esse momento, transformar um fracasso numa ideia nova, é o coração do jeito de trabalhar de engenheiros, designers e construtores.

Quem faz coisas quase nunca acerta de primeira. Testa, vê o que deu errado, conserta e testa de novo. As crianças podem aprender esse jeito de pensar com desafios simples de construção em casa, e ele ajuda muito além de construir: na lição de casa, nos jogos e nos problemas do dia a dia.

O ciclo testar, conferir, melhorar

O ciclo tem quatro passos simples:

  1. Planejar um pouco. "O que vamos construir? Como pode funcionar?"
  2. Construir e testar. Fazer rápido uma primeira versão. Não precisa ficar bonita.
  3. Conferir e reparar. Funcionou? O que deu errado, e onde?
  4. Mudar uma coisa e testar de novo. Depois, conferir outra vez.

O objetivo não é acertar de primeira. O objetivo é que cada tentativa seja um pouco melhor que a anterior, e que a criança saiba explicar por quê.

O desafio da torre de papel mais alta

Esse desafio clássico precisa só de algumas folhas de papel, fita adesiva e uma tesoura sem ponta.

  1. Lance o desafio: "Construa a torre mais alta que conseguir e que fique em pé sozinha por dez segundos."
  2. Dê um tempo limite para cada tentativa, por exemplo dez minutos.
  3. Meça cada torre com fita métrica, régua ou palmos.
  4. Anote cada tentativa numa tabela simples.
Tentativa O que mudamos Altura O que aconteceu
1 Folhas lisas coladas Baixa Caiu na hora
2 Enrolamos o papel em tubos Mais alta Inclinou para um lado
3 Base mais larga com três tubos A mais alta Ficou em pé dez segundos

Olhar a tabela de novo ajuda a criança a ver o próprio progresso: "Enrolar o papel deixou a torre mais forte!"

Descobrir por que falhou

Quando algo cai ou quebra, ajude a criança a virar detetive:

  • "Onde começou a dar errado?" Embaixo? No meio? Numa emenda?
  • "O que você acha que causou isso?" Peso demais em cima? Base estreita? Emenda fraca?
  • "O que podemos tentar agora?" Deixe a criança escolher.

Uma dica útil para crianças de uns 7 anos em diante: mudar uma coisa de cada vez. Se você muda três coisas ao mesmo tempo e funciona, não vai saber qual mudança ajudou.

Outros desafios de construção

  • Ponte de papel: faça uma ponte entre dois livros que aguente o maior número possível de moedas.
  • Barco de papel-alumínio: modele um barco e veja quantas bolinhas de gude ou moedas ele carrega antes de afundar.
  • Avião de papel: teste dobraduras diferentes. Qual voa mais longe? Qual voa mais reto?
  • Rampa para carrinho: monte uma rampa com livros e papelão. Como fazer o carrinho ir mais longe?

Segurança simples: tesoura sem ponta, objetos pequenos só para crianças que não colocam mais coisas na boca, e um adulto por perto.

Erros são informação útil

O jeito como os adultos falam dos fracassos molda como a criança se sente sobre eles.

  • Pergunte "O que isso nos ensinou?" em vez de "Ah, não".
  • Elogie a melhora: "Sua segunda torre ficou muito mais firme que a primeira. O que você mudou?"
  • Mostre as suas próprias novas tentativas: "Na primeira vez o bolo ficou seco, então desta vez coloquei mais leite."
  • Saiba a hora de parar. Se a frustração tomar conta, façam uma pausa e voltem depois.

No Dologi, uma resposta errada aparece com um gentil "tente de novo" em vez de vermelho, e nos desafios em que a criança enfileira setas de comando para um carrinho, o teste mostra exatamente onde o carrinho bate na parede, para ela consertar aquele passo e testar de novo.

Resumindo

  • Quem constrói e projeta testa, confere e melhora; as crianças também podem aprender esse ciclo.
  • O desafio da torre de papel mais alta é um jeito simples de praticar, com uma tabela para acompanhar cada tentativa.
  • Ajude a criança a descobrir por que algo falhou e a mudar uma coisa de cada vez.
  • Trate os erros como informação, elogie as melhoras e mostre as suas próprias novas tentativas.

Leia também: Quando a criança desiste diante do difícil: como ajudá-la a persistir e não ter medo de errar