"Vai afundar ou flutuar?" Mostre uma maçã e uma moeda, e quase toda criança terá uma resposta na hora. Agora coloque as duas na água. A moeda afunda, como esperado. A maçã sobe. E então você descasca uma laranja, e acontece algo surpreendente.
O experimento afunda ou flutua precisa só de uma tigela com água e algumas coisas da cozinha, mas tem o coração da ciência: dar um palpite, testar, ver o que aconteceu e pensar por quê. Este artigo mostra como fazer com a criança.
Por que dar o palpite antes?
Dá vontade de ir jogando as coisas na água e olhar. Mas pedir um palpite antes faz muita diferença:
- O palpite faz a criança pensar no que ela já sabe.
- Um palpite errado é o momento mais interessante. "Achei que ia afundar, mas flutuou! Por quê?" É dessa surpresa que nasce um novo entendimento.
- Cria um hábito: prever e depois conferir. O mesmo hábito ajuda na matemática, na leitura e nos problemas do dia a dia.
Preparação
Você vai precisar de:
- Uma tigela grande, uma bacia ou a pia, com água até a metade, e uma toalha.
- Uns oito a dez objetos: uma maçã, uma uva, uma moeda, uma rolha, uma colher de metal, uma colher de pau, um cubo de gelo, um brinquedo pequeno, uma laranja.
- Uma tabela simples desenhada no papel.
| Objeto | Meu palpite | O que aconteceu |
|---|---|---|
| Maçã | Afunda | Flutuou |
| Moeda | Afunda | Afundou |
| Rolha | Flutua | Flutuou |
| Colher de metal | Flutua | Afundou |
Para os menores, use desenhos ou sinais de certo no lugar das palavras. Para os maiores, acrescente uma coluna: "Por que você acha isso?"
Fique sempre por perto quando crianças pequenas brincam com água, mesmo numa tigela rasa.
Surpresas que rendem conversa
Alguns resultados quase sempre levam a uma boa conversa:
- Grande nem sempre afunda. Uma maçã grande flutua, enquanto uma moeda pequenininha afunda. Então o tamanho sozinho não é a resposta.
- O truque da laranja. Uma laranja com casca costuma flutuar. Descasque, e ela costuma afundar. A casca tem um monte de bolsinhas de ar, como um colete salva-vidas.
- A forma importa. Amasse um pedaço de papel-alumínio numa bolinha bem apertada e ela pode afundar. Faça um barquinho com o mesmo pedaço, e ele flutua.
Um jeito simples de resumir para a criança: se algo flutua depende de quão pesado ele é para o seu tamanho e da sua forma, não só de quão pesado ele é.
Perguntar "por quê?" sem precisar da palavra certa
A criança não precisa saber palavras científicas. O importante é ter uma ideia e testá-la.
- "Por que você acha que flutuou?" "Porque tem ar dentro." "Porque é achatado."
- "Como podemos testar essa ideia?" Tentem outra coisa achatada. Tentem algo com ar dentro, como uma garrafa vazia tampada.
- Aceite ideias que se mostram erradas. "Boa ideia, vamos testar. Hmm, a moeda achatada continuou afundando. O que mais pode ser?"
Para ir além
- Separe os resultados em dois grupos, "flutuou" e "afundou", e procurem padrões: o que os que flutuam têm em comum?
- Faça algo que afunda flutuar: a criança consegue moldar massinha para ela flutuar?
- Água com sal: um ovo fresco costuma afundar na água da torneira. Misture bastante sal e ele pode começar a flutuar. Por que será?
No Dologi, os desafios "Balanças" do tema Lógica pedem para descobrir qual bloco é mais pesado pelo lado para onde a balança pende, outro jeito de raciocinar com cuidado sobre peso.
Resumindo
- Afunda ou flutua precisa só de água e objetos da cozinha, e ensina o coração da ciência: palpite, teste, pensamento.
- Peça sempre um palpite antes e anote palpites e resultados numa tabela simples.
- Conversem sobre as surpresas: coisas grandes que flutuam, a laranja com e sem casca, bolinhas e barquinhos de alumínio.
- Acolha as ideias da criança sobre o porquê e encontrem juntos um jeito de testá-las.
Leia também: Como ensinar a criança a estimar: primeiro o palpite, depois contar para conferir
