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Andar em linhas de fita: uma brincadeira de equilíbrio dentro de casa

Três linhas de fita atravessando um chão, uma reta vermelha com um rolo de fita na ponta, uma amarela em zigue-zague e uma azul ondulada, e à direita uma criança com os dois braços levantados para se equilibrar.

Um rolo de fita crepe e alguns metros de chão. Cole uma linha, e o corredor vira uma corda bamba.

Andar em cima de uma linha parece brincadeira para as pernas, mas a maior parte do trabalho acontece na cabeça. O alvo é estreito, o corpo precisa desacelerar e os olhos precisam ficar no caminho à frente. É uma concentração calma, que a criança sente no corpo inteiro.

Colar as linhas

  • Use fita crepe. Ela costuma sair do chão sem deixar marca. Teste antes com um pedacinho em um canto.
  • Faça três linhas: uma reta, uma em zigue-zague e uma ondulada. A ondulada é feita com pedaços curtos que se sobrepõem.
  • Deixe a criança ajudar. Rasgar os pedaços, decidir onde ficam as quinas e marcar a largada e a chegada com um xis fazem parte da brincadeira.

O melhor é ficar descalço ou com meias antiderrapantes, e deixar o percurso longe de quinas de móveis.

Sete jeitos de percorrer uma linha

Jeito Como O que acrescenta
Calcanhar com ponta A cada passo, o calcanhar encosta na ponta do outro pé A tarefa básica de equilíbrio
Na ponta dos pés Os calcanhares não tocam o chão Uma base menor para se equilibrar
De lado Passinhos para o lado, sem cruzar os pés Uma direção nova para o corpo
De costas Devagar, procurando a fita com os dedos do pé Equilíbrio sem ver o caminho
Carregando Um bichinho de pelúcia na cabeça, ou uma bolinha de papel na colher Tronco firme e atenção dividida
Em câmera lenta Ganha quem for mais devagar Segurar a vontade de correr
Olhos para a frente Olhe para um desenho no fim da linha, não para os pés Confiar nos pés

Combinem o que acontece depois de um escorregão: sair da linha significa voltar dois passos, não voltar ao começo. Assim a brincadeira continua leve.

Colocar raciocínio na caminhada

  • Contar os passos. Quantos passos de calcanhar com ponta tem a linha reta? Primeiro o palpite, depois a contagem. Agora é a sua vez: por que você precisa de menos?
  • Qual linha é a mais comprida? O zigue-zague e a reta podem começar e terminar nos mesmos lugares. Contem os passos nas duas. As crianças costumam se surpreender com o quanto o zigue-zague é mais comprido.
  • Sinais na linha. Um xis de fita quer dizer "pare e bata duas palmas", uma linha dupla quer dizer "pule". Quem anda precisa ficar de olho nos sinais e lembrar o que significam.
  • Estátua. Andem enquanto a música toca e fiquem como estátuas quando ela parar, ainda em cima da linha.

Três linhas, três tipos de dificuldade

A linha reta pede um equilíbrio constante. O zigue-zague acrescenta as quinas, onde é preciso parar, virar e recomeçar. A linha ondulada nunca deixa os pés descansarem, porque cada passo precisa de um pequeno ajuste.

Pergunte depois à criança qual linha foi a mais difícil, e por quê. Colocar isso em palavras é pensar sobre o próprio movimento.

Idade aproximada O que experimentar
4–5 A linha reta, primeiro andando normalmente e depois calcanhar com ponta; carregar um bichinho de pelúcia com as duas mãos
6–7 O zigue-zague e a linha ondulada; de costas na linha reta; contar passos
8–9 Um brinquedo na cabeça ou uma bolinha na colher; a disputa em câmera lenta; comparar as linhas em passos
A partir de 10 Criar um percurso com sinais para a família; de costas no zigue-zague

As idades são só uma referência, e cada criança é diferente.

No Dologi, os desafios "Siga a corda" do tema Foco pedem que a criança siga com os olhos uma corda embaraçada para descobrir qual balão um animal está segurando. É o mesmo ficar em cima de uma linha, feito com os olhos.

Resumindo

  • Fita crepe no chão dá uma linha reta, uma em zigue-zague e uma ondulada para se equilibrar.
  • Calcanhar com ponta, de lado, de costas, carregando algo e em câmera lenta mudam o desafio.
  • Contar passos e acrescentar sinais trazem números e regras para a brincadeira.
  • Quinas e curvas deixam a linha mais difícil, e conversar sobre o porquê ajuda a criança a perceber o próprio movimento.

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