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Brincadeiras tradicionais de quintal: pular corda, palitos e bolinha, e cabo de guerra

Uma corda de pular com dois cabos, cinco palitos abertos em leque ao lado de uma bolinha verde, e uma corda de cabo de guerra com uma fita amarrada no meio, sobre uma linha no chão.

"Vinte e três, vinte e quatro, vinte e cinco… opa! De novo!"

Antes das telas e dos brinquedos de plástico, as crianças brincavam com o que tinham à mão: uma corda, alguns palitos, uma bola ou uma frutinha. Muitas dessas brincadeiras continuam vivas nos pátios de escola do mundo todo, e vale a pena ensinar em casa. Quase não precisam de nada, fazem a criança se mexer e cada uma treina algo sem alarde: ritmo, atenção, mãos cuidadosas ou jogar em equipe de forma justa.

Pular corda: ritmo e contagem

Pular corda parece simples, mas pede que a criança sinta um ritmo e pule no momento certo. Avancem em passos pequenos:

  1. Corda no chão. Estique a corda e deixe seu filho pular por cima: para a frente, para trás e de lado.
  2. A cobrinha. Dois adultos agachados balançam a corda em ondas rente ao chão; a criança pula sem encostar.
  3. O balanço. Balancem a corda de um lado para o outro, bem baixinho, como um pêndulo. A criança pula cada vez que ela passa.
  4. A corda girando. Duas pessoas giram uma corda comprida em voltas completas. No começo a criança já está no meio; depois aprende a entrar correndo.
  5. A própria corda. A maioria das crianças pula sozinha com uma corda curta em algum momento entre os seis e os oito anos, mais ou menos.

Contem cada pulo em voz alta. As crianças adoram bater o próprio recorde, e contar no ritmo (um pulo, um número) é um ótimo treino para os menores. Os maiores podem contar de dois em dois ou de trás para frente a partir de vinte.

Pulem em superfície plana e que não escorregue, de tênis e com espaço em volta.

Palitos e bolinha: atenção e mãos cuidadosas

No Vietnã, as crianças brincam de chơi chuyền com uns dez palitos finos e uma bolinha, muitas vezes uma frutinha redonda. É da mesma família das cinco-marias e de outros jogos de pegar pecinhas com uma bola, presentes em muitos países. A ideia:

  • Segure os palitos numa mão e solte no chão.
  • Jogue a bolinha para cima, pegue um palito com a mesma mão e apanhe a bolinha antes que ela caia. Continue até pegar todos os palitos.
  • Próxima rodada: pegue dois palitos de cada vez, depois três, e assim por diante, até os dez de uma vez.
  • Se deixar a bolinha cair ou encostar num palito que não ia pegar, a vez passa para o próximo.

Com os menores, use uma bola que quica e deixe quicar uma vez antes de pegar. Assim sobra mais tempo, e a brincadeira fica possível a partir dos cinco anos.

A brincadeira pede muita atenção: olhos na bolinha, mão nos palitos, as duas coisas ao mesmo tempo. E ainda esconde um pouco de matemática. Na rodada do "três", dez palitos dão três grupos de três e sobra um. Pergunte: "Quantas vezes você vai pegar três? E o último?" Cada família tem sua regra para o que sobra, e decidir juntos faz parte da graça.

Cabo de guerra: equipe e justiça

O cabo de guerra precisa de uma corda comprida e grossa, uma fita amarrada no meio e uma linha no chão. Risquem mais duas linhas, a um passo de cada lado da linha do meio. Ganha a equipe que puxar a fita para além da sua linha.

As crianças logo percebem que puxar juntos, no mesmo instante, importa mais do que puxar com força. Uma contagem em coro ("um, dois, três, puxa!") é uma ótima primeira lição de trabalho em equipe.

A outra lição é a justiça. Peça às crianças que montem duas equipes equilibradas: "É justo se todas as crianças maiores ficarem do mesmo lado?" Trocar jogadores entre as rodadas é um bom exercício de raciocínio.

Cuidados de segurança:

  • Brinquem na grama ou numa superfície macia.
  • Nunca enrolem a corda na mão, no pulso ou no corpo.
  • Um adulto dá o sinal de começar e de parar.
  • No fim, as duas equipes param de puxar juntas; ninguém solta a corda de repente.

Regras simples para os menores

Idade aproximada O que experimentar
4–5 Pular a corda no chão e a cobrinha; pegar palitos um a um com bola que quica; um cabo de guerra curtinho na grama
6–7 O balanço e a corda girando; contar os pulos; palitos nas rodadas do "um" e do "dois"
8–9 A própria corda; contar de dois em dois; todas as rodadas dos palitos; montar equipes equilibradas
10 em diante Truques de corda e cantigas compridas; inventar rodadas novas; combinar as regras em grupo

As idades são só uma referência, e cada criança é diferente.

No Dologi, o tema Foco tem quebra-cabeças como "Siga o copo", em que os copos trocam de lugar e a criança não tira os olhos daquele que esconde um objeto. É a mesma atenção constante que pegar a bolinha na brincadeira dos palitos exige.

Resumindo

  • Pular corda treina ritmo e tempo; comece com a corda no chão e conte cada pulo.
  • Palitos e bolinha treinam atenção e mãos cuidadosas, e as rodadas de um, dois e três escondem um pouco de matemática.
  • Cabo de guerra é puxar junto e montar equipes justas, com regras de segurança claras.
  • Regras simples para os menores; os maiores podem combinar as próprias.

Leia também: Amarelinha: contar, pular e manter o equilíbrio