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Criar uma hipótese: ensinar a criança a dar um palpite com motivo e depois testar

Uma criança comemorando com uma lâmpada acesa sobre a cabeça, uma seta curva levando a um copo de água com dois cubos de gelo boiando e um ponto de interrogação ao lado do copo.

"Por que o gelo derreteu tão rápido?" "Porque é mágica!" Crianças pequenas costumam responder aos "por quês" com a primeira coisa que vem à cabeça. É natural. Um ótimo próximo passo é aprender a dar um motivo que dá para conferir: "Eu acho que derreteu rápido porque estava no sol."

Esse tipo de palpite se chama hipótese. Parece palavra difícil, mas a ideia é simples, e a criança pode começar a praticar por volta dos 5 ou 6 anos. Este artigo mostra como.

O que é uma hipótese

Uma hipótese é:

  • Um palpite sobre o que vai acontecer ou por que algo aconteceu,
  • com um motivo,
  • que dá para testar.

"É mágica" não é uma hipótese, porque não há como testar. "Derreteu rápido porque estava no sol" é: podemos pôr um cubo de gelo no sol e outro na sombra e ver.

A frase "Eu acho que… porque…"

O jeito mais fácil de criar esse hábito é um modelo de frase simples:

"Eu acho que ______ porque ______."

Só um palpite Uma hipótese
"A bola grande vai ganhar." "Eu acho que a bola grande vai rolar mais longe porque é mais pesada."
"A planta está triste." "Eu acho que a planta está murcha porque não foi regada."
"Esse." "Eu acho que esse papel-toalha vai absorver mais porque é mais grosso."

Use você também: "Eu acho que vai chover mais tarde porque as nuvens estão ficando escuras." Quando ouvem com frequência, as crianças pegam o modelo rapidinho.

Um primeiro teste: onde o gelo derrete mais rápido?

Esse teste simples funciona bem em casa.

  1. Pegue três cubos de gelo do mesmo tamanho.
  2. Escolha três lugares, como a janela no sol, uma prateleira na sombra e um prato na geladeira.
  3. Peça hipóteses: "Onde você acha que o gelo vai derreter mais rápido? Por quê?"
  4. Olhem a cada dez minutos e desenhem ou descrevam o que veem.
  5. Comparem com a hipótese: "Sua ideia estava certa? O que descobrimos?"

Mantenha o teste justo: cubos do mesmo tamanho, pratos iguais, conferidos nos mesmos horários. Só o lugar muda.

Quando a hipótese está errada

Uma hipótese errada não é um fracasso. É assim que os cientistas aprendem.

  • Comemore a surpresa: "Que interessante! Não aconteceu como a gente pensava. Por que será?"
  • Crie uma nova hipótese: "Talvez o prato no sol estivesse mais quente, não só o ar."
  • Testem de novo, se der.

Crianças que aprendem que errar faz parte do processo costumam ter mais coragem de testar ideias, na ciência e em tudo o mais.

Enigmas do dia a dia para criar e testar ideias

Hipóteses não são só para experimentos. O dia a dia está cheio de oportunidades:

  • A planta murcha: "Por que você acha que ela murchou? Como podemos testar?" Reguem e olhem amanhã.
  • O carrinho: "Por que ele vai mais longe no chão da cozinha do que no tapete?" Testem os dois e meçam.
  • O papel-toalha: "Qual absorve mais água?" Mergulhem tiras de papéis diferentes em água colorida.
  • A meia sumida: "Onde você acha que ela está, e por quê?" Procurem nos lugares para onde os motivos apontam.

A pergunta para voltar sempre é: "Como podemos descobrir?"

No Dologi, os desafios "Adivinhe a regra" do tema Lógica mostram um grupo de coisas que seguem uma regra escondida; a criança cria uma ideia sobre a regra (mesma cor? mesmo número de lados?) e usa essa ideia para escolher a que pertence ao grupo.

Resumindo

  • Uma hipótese é um palpite com um motivo que dá para testar.
  • Pratiquem a frase "Eu acho que… porque…", e use-a você também.
  • Façam um primeiro teste justo, como onde o gelo derrete mais rápido, e comparem o resultado com a hipótese.
  • Trate hipóteses erradas como descobertas e continue perguntando "Como podemos descobrir?"

Leia também: O experimento afunda ou flutua: primeiro o palpite, depois o teste