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Desenhar nas costas: adivinhar uma forma só de sentir

Uma camiseta azul com um círculo tracejado desenhado, uma mão com um dedo apontando para ela pela esquerda e, à direita, um balão de fala com um ponto de interrogação acima de um círculo, um triângulo e um quadrado.

Uma pessoa se senta. A outra desenha uma linha nas costas dela com o dedo. "O que foi isso?"

A brincadeira não precisa de material nem de mesa, e é silenciosa o bastante para uma sala de espera, uma fila ou os últimos minutos antes de dormir. Ela também pede concentração de verdade. Não há desenho nenhum para olhar. A forma chega toque por toque e precisa ser montada na cabeça.

Como brincar

  • Quem adivinha se senta de costas para quem desenha.
  • Quem desenha primeiro "apaga a lousa" com a mão aberta. Isso quer dizer que um desenho novo vai começar.
  • Depois desenha com um dedo, devagar e com firmeza, do tamanho que as costas permitirem.
  • Quem adivinha diz o que sentiu ou desenha em um papel. Depois de três desenhos, troquem de papel.

Pergunte antes de começar. Nem toda criança gosta de ser tocada nas costas. A palma da mão ou o antebraço funcionam do mesmo jeito, e qualquer um pode dizer "para" a qualquer momento.

Seis níveis

Nível O que é desenhado O que quem adivina precisa descobrir
1 Uma linha: deitada, em pé ou inclinada Para que lado ela foi?
2 Uma, duas ou três batidinhas ou linhas Quantas foram?
3 Um círculo, um triângulo ou um quadrado Qual forma era?
4 Duas formas, uma depois da outra As duas formas, na ordem certa
5 Um algarismo ou uma letra que a criança conhece Qual era?
6 Um desenho pequeno de três ou quatro traços: um sol, uma casa, um peixe O que é?

No nível 3, coloque na frente de quem adivina três cartões com as formas. Escolher entre três é bem mais fácil do que dizer o nome sem ajuda, e os cartões saem de cena quando as formas já forem conhecidas.

Por que é mais difícil do que parece

A forma chega aos pedaços. Quando o dedo termina um quadrado, o primeiro lado já ficou para trás faz tempo. Quem adivina precisa guardar o começo enquanto sente o fim.

Esquerda e direita se confundem. Desenhe uma seta na direção de um ombro e pergunte para qual ombro ela aponta. Muitas crianças, e muitos adultos, hesitam. É uma boa hora para conversar sobre como o mesmo desenho é visto de frente e de costas.

Quem desenha também aprende. Um desenho apressado e tremido não dá para adivinhar. Quem desenha precisa planejar os traços e fazê-los claros, e isso é treinar explicar algo de um jeito que outra pessoa consiga acompanhar.

Variações

  • Telefone sem fio nas costas. Três ou mais pessoas se sentam em fila. Um desenho passa de costas em costas, e a última pessoa o desenha no papel. Comparem com o primeiro.
  • Contar batidinhas. Bata um ritmo curto nas costas: devagar, devagar, rápido, rápido. Quem adivina repete com palmas.
  • Desenhar junto. Quem adivina tem papel e lápis e desenha enquanto sente.
  • Um código secreto. Combinem três sinais: um círculo quer dizer "estou com sede", uma linha quer dizer "vamos embora". Usem na fila.
Idade aproximada O que experimentar
4–5 Linhas e a direção delas; de uma a três batidinhas; escolher uma forma entre três cartões
6–7 Formas sem cartões; duas formas seguidas; algarismos
8–9 Letras e desenhos pequenos; o telefone sem fio nas costas
A partir de 10 Palavras curtas, letra por letra; um código secreto de sinais

As idades são só uma referência, e cada criança é diferente.

No Dologi, os desafios "Contorne de uma vez" pedem para passar por toda a figura sem tirar o dedo. É o mesmo seguir uma linha do começo ao fim, agora com os olhos ajudando.

Resumindo

  • Um dedo e umas costas bastam para uma brincadeira tranquila de concentração.
  • Comece com uma única linha e avance para formas, algarismos e desenhos pequenos.
  • Quem adivina precisa guardar os primeiros traços enquanto sente os últimos.
  • Pergunte antes, ofereça a palma da mão como alternativa e troquem de papel para os dois desenharem e adivinharem.

Leia também: O que tem no saco? Um jogo de adivinhar só com as mãos